quinta-feira, 13 de junho de 2013

Organização da brinquedoteca

ORGANIZAÇÃO DA BRINQUETODECA

Nós como estudantes de pedagogia e futuros profissionais da educação, temos o conhecimento da importância do brincar na infância, já que o faz de conta agir para uma criança e como se fosse um trabalho para o adulto, ou seja, e um alicerce que deve ser solidificamente construído, pois e na infância que est se moldando uma nova identidade, e é de fundamental importância que esta fase não seja marcada por lembranças ruins, mas sim de experiências e descobertas permeadas de encanto e magia que toda e qualquer brincadeira de criança proporciona.
Ao realizarmos este artigo, que traz em seu conteúdo as especificações de uma brinquedoteca, resolvemos escolher a cidade de Novo Horizonte, interior paulista, por se tratar de um município com um maior numero de escolas de educação infantil.
O município de Novo Horizonte, conta com quatorze escolas municipais, sendo elas nove pertencentes à educação infantil.
Em meio a pesquisas de campo, pudemos constatar que as nove escolas de educação infantil, possuam em espaço reservado para as atividades lúdicas das crianças, bem como os conhecidos parquinhos, que são compostos por carroceis, balanços de corda, gangorras, aidaimes, que são utilizados para exercitar não somente o interagir dos alunos com seus coleguinhas de classe, bem como, a condição física dos mesmos.
Todas as escolas de educação infantil do município de Novo Horizonte, possuam um tipo de padronização especifica para o bom funcionamento das mesmas, sendo elas compostas com diversos ambientes, tais como, cantinho da leitura, onde as crianças possuem contato direto com os livros, cartazes, jogo de letras, para que elas possam realizar atividades pelo mundo magico da leitura; também é nesse espaço que os brinquedistas contam histórias para as crianças, estimulando-as assim, a ter o hábito de sempre manter contato com os livros, auxiliando-as desde pequenas ao domínio da fala, e, progressivamente da escrita.
Há também o espaço onde as crianças possuem acesso aos brinquedos pedagógicos, pois são por meio das brincadeiras infantis que elas aprendem a se relacionar com o mundo, já que brinquedos educativos sempre ensinam algo, estimulando a aprendizagem, a coordenação motora, o raciocínio, a capacidade de compreensão, e de muitas outras habilidades.
E por fim, há também o cantinho da televisão, que e constituído por equipamentos eletrônicos, TVs, VDs, computadores, para que em um determinado dia da semana, as crianças possam assistir a desenhos animados, filmes e programas infantis educativos, conciliando não somente o brincar e aprendizagem, mas também o lazer das mesmas.
Em relação à organização do espaço das brinquedotecas, pudemos constatar que estes não só atendem, mas como também respeitam os objetivos das instituições escolares, pois seus formatos e disposições estão totalmente apropriados à manutenção de uma brinquedoteca, apresentando iluminação e ventilação adequadas para este determinado espaço, bem como condições de segurança, que são elas, mobiliários com cantos arredondados para evitar que as crianças se machuquem, tomadas altas, janelas com grades e trancas de seguranças em seus armários
Os responsáveis pelo bom funcionamento dessas brinquedotecas são profissionais altamente qualificados para assumir tais cargos, pois além de possuírem toda a base teórica necessária para atender as expectativas das crianças, por possuírem uma formação de nível superior adequada para desenvolvimento das atividades lúdicas, são pessoas que possuem como requisitos básicos, paciência, determinação, versatilidade, competência, entusiasmo, e claro, muito amor em todas as atividades que são realizadas com as crianças.
Por se tratar de uma cidade de aproximadamente trinta e seis mil habitantes, Novo Horizonte não conta com brinquedotecas de universidades públicas, de caráter privado, tão pouco de associações de bairro, porém, podemos ressaltar como exemplo a brinquedoteca hospitalar, pertencente à Santa Casa de Misericórdia de Novo Horizonte, que conta com um espaço onde as crianças que passam por pronto atendimento a ate mesmo as que ficam internadas por um longo período, possam realizar suas atividades lúdicas.
Todas as brinquedotecas pertencentes a Novo Horizonte, também possuem metas estabelecidas em relação ao seu funcionamento e regras de uso; estão dentro dos padrões especificados para sua utilização, sempre orientados por profissionais capacitados para atender a demanda dessa área de atuação, apresentam também condições de segurança e higiene, para que as crianças possam se sentir a vontade para desenvolver as atividades propostas pela brinquedoteca. No caso das brinquedotecas municipais, somente pode-se fazer uso de tal espaço, as crianças que estiverem devidamente matriculadas nas instituições de ensino municipais, enquanto que o espaço reservado para a prática de atividades lúdicas pertencente à Santa Casa de Misericórdia, é aberta para crianças de dois a quatorze anos, que passam um longo período internadas, ou que utilizarem o serviço público de saúde em caráter de pronto atendimento.
Mediante a realização de tais pesquisas de campo e coleta de dados, pudemos afirmar que o direito de brincar das crianças está sendo cada vez mais respeitado pela nossa sociedade atual, a qual concepção do que era ser criança antigamente tornava-se até mesmo uma ideia surreal, onde a infância muitas vezes era ignorada ou até mesmo desconhecida, fazendo com que as crianças tivessem o direito de brincar privado, pulando definitivamente a fase da infância, para que as mesmas fossem encarregadas e, ate mesmo submetidas à realização de atividades totalmente contrarias as suas respectivas idades, tornando-as assim em adultos em miniaturas.
A maior significância deste trabalho foi de poder ressaltar a preocupação e importância que as instituições de ensino em geral, bem como os setores de saúde pública tem em conta de manter um espaço adequado para as crianças, onde as mesmas possam desenvolver atividades que contribuem para conhecimento de mundo, compreensão, coordenação motora, inteiração com o meio que os cerca, e claro, o desenvolvimento de autonomia a partir do descobrimento do seu próprio eu, a fim de serem capazes de reconhecer seus interesses e escolhas, mas sendo sempre orientados a respeitar a vontade do outro, entorno de uma cadeia de democracia.
Portanto este trabalho realizado em grupo, não somente teve como finalidade levantar um questionamento sobre a realidade das brinquedotecas infantis de nossa região, por meio de levantamento de dados em pesquisas de campo, onde são demonstradas aqui suas especificidades, citando como exemplos sua manutenção, regras de uso, formação dos brinquedistas responsáveis por estes espaços, atividades oferecidas por elas, como também preocupou-se em ressaltar a importância do brincar na infância, já que todo aprendizado e habilidades que são adquiridas nesta fase tão especial estão diretamente ligadas as mais ricas, diversas e encantadoras brincadeiras infantis, que além de proporcionar prazer e divertimento a todos que dela compartilham, é capaz de formar adultos de identidade sólidas tais identidades que foram com muito carinho e dedicação, criadas pelo mundo magico, doce e encantador das brincadeiras infantis.


                                                                                             A.P.G COSTA



sexta-feira, 10 de maio de 2013

Homenagem ao dia das mães




Quero por este vídeo homenagear a pessoa mais importante da minha vida, das nossas vidas: MÃE.
Que neste dia especial elas possam receber todo o nosso carinho, e a todas as mães que já se foram, que elas possam estar felizes onde quer que se encontrem. Mãe te amo!

A escola como instrumento da socialização (por apgcosta)


A escola como instrumento da socialização

Em seu lar a criança experimenta o primeiro contato social de sua vida, convivendo com sua família e seus entes queridos. As pessoas que cuidam de tais crianças em suas casas, sendo eles seus filhos ou irmãos mais novos, naturalmente possuem laços afetivos para com a mesma, o que faz do adulto a primeira pessoa com a qual a criança começa a esboçar suas particularidades e características especificas, não sendo diferente a imagem do professor para tais crianças, pois o mesmo se compromete a realizar uma transformação em seus alunos, que se dá por forma de agregar os conhecimentos adquiridos no seu âmbito familiar e soma-los aos conhecimentos do âmbito escola, sendo, portanto a família e o educador a base fundamental na formação de caráter e personalidade de nossas crianças “NÃO SE PODE EDUCAR SUFICIENTEMENTE SE OS PAIS E OS PROFESSORES SE DESCONHECEREM, SE A EDUCAÇÃO ESTIVER ISOLADA DA EDUCAÇÃO FAMILIAR” (SUENENS).
Pudemos perceber por meio da realização de pesquisas e estudos, mediante um contexto histórico da educação que a função do pedagogo (que antes era uma função somente realizada por pessoas do sexo masculino, já que a mulher não apresentava nenhuma participação na sociedade) era de “levar” a criança ao conhecimento, ou seja, ser acompanhante de tal criança, objetivando sua formação de caráter por meio de inserção de valores e conceitos, bem como explorar as habilidades da criança por meio da música, oratória, etc... Sendo desde os primórdios o pedagogo um mediador entre o saber e a aprendizagem, tornando-se, portanto a parceria dos pais com educadores, uma ação imprescindível na inserção da criança num determinado convívio social.
Como o primeiro grupo de pessoas que a criança tem contato ao nascer é sua família, será com ela que irá demonstrar seus medos, suas preferências e suas diferenças individuais, e assim como a criança, sua família já possui sua formação em seus hábitos e regras, enfim, toda a base de vivência desta instituição já está formada, sendo, portanto desse modo que a criança começará a agir, se comportar, demonstrar seus interesses e interagir com o meio que o cerca, dando início a um ciclo que dará origem a fonte imutável da identidade da criança.
É durante o início da inteiração que a criança terá com seu meio, que ela começa a desenvolver seu senso de percepção, distinguindo o que é certo e o que é errado, o que se é perigoso ou não, o que pode ou o que não se pode fazer, mediante retaliações de seus pais, superiores que devem aplicar uma orientação adequada a seus filhos, já que se é preciso entender que a criança necessita de certa liberdade para realizar algumas tarefas, pois será através de tais tarefas que despertará na criança interesses até então desconhecidos, que se findará no desabrochar de suas habilidades.
Passada esta fase em que a criança por si só não tem condições de avaliar o que é pior, ou melhor, para ela mesma, é que ela ingressa em uma nova instituição até então desconhecido por ela, o “ambiente escolar” que será a forma onde a criança encontra um meio de relacionar toda a bagagem que aprendeu com seus pais em seu ambiente familiar, aos conhecimentos que agora serão adquiridos pelo mediador do conhecimento e aprendizagem, seu primeiro educador.
   
A qualidade da educação infantil depende, cada vez mais, da parceria entre a escola e a família. Abrir canais de comunicação, respeitar e acolher os saberes dos pais e ajudar-se mutuamente. Eis algumas ações em que as únicas beneficiadas são as nossas crianças pequenas. (CARRARO, 2006).


A partir de então a instituição de ensino, juntamente com seus educadores, exercem o papel de inserção da criança na sociedade por meio de reconstrução de conhecimentos, ou seja, agregar os valores que a criança recebeu de seus pais como forma de construção de caráter a conhecimentos, práticas, atitudes e formas de conduta a novas experiências sociais de sua vida, anterior e paralela à escola, ou seja, a escola desempenha uma função educativa e transformadora na criança, pois se inicia um longo percurso de preparação para o bom convívio social, onde todo o egocentrismo começa a dar espaço ao coleguismo, a boa vivência, que serão adquiridos por meios de práticas, trabalhos e brincadeiras em grupo, onde as mesmas aprenderão a conviver umas com as outras, compartilhando seus brinquedos, experiências, pensamentos e ideias, aprendizados iniciais que servirá de base para a formação de um cidadão que saberá atuar de uma forma harmônica dentro da sociedade.
Conhecimentos socioculturais também são adquiridos no âmbito escolar, onde as crianças descobrem e aprendem a respeitar culturas diversificadas, etnias, mitos e costumes de um determinado grupo de pessoas que até então são desconhecidos, atividades realizadas em sala de aula que são à base da formação de um futuro cidadão critico, conhecedor de direitos e deveres, que saberá lidar com futuras diversidades que poderá encontrar em todas as suas relações, sejam elas de aspecto escolar, amigável, trabalhista ou familiar.
Concluindo, portanto, a escola desempenha um papel insubstituível na vida dos educandos, pois além de propiciar conhecimentos técnicos científicos, ela atua diretamente na construção do homem civilizado que respeita as diferenças, lida com as diversidades, agrega conhecimentos, formando cidadãos flexíveis em suas tomadas de decisões e principalmente alguém que saberá discernir o certo do errado, optando sempre pelas melhores escolhas que serão beneficentes a toda sociedade que o cerca.                                                                                  

                                                                                                 A.P.G.Costa

A importância da brinquedoteca no contexto escolar (por apgcosta)


A IMPORTÂNCIA DA BRINQUEDOTECA NO CONTEXTO ESCOLAR

           INTRODUÇÃO:

Este trabalho ora aqui apresentado, que foi desenvolvido por meio de leituras e pesquisas, tem como objetivo ressaltar a importância da brinquedoteca no contexto escolar, bem como seus aspectos históricos e legais, principais objetivos, regras do uso da brinquedoteca pelas crianças e do uso em geral da mesma, etc.
O tema aqui abordado deve ser levado em extrema consideração pelos já atuantes da educação, bem como os seus futuros profissionais, visto que brinquedotecas são imprescindíveis na relação de ensino-aprendizagem entre professor e alunos, já que é o mesmo constitui um espaço onde as crianças podem desenvolver atividades coletivas, o que além de enfatizar o desenvolvimento cognitivo em meio ao lúdico, também contribui com o desenvolvimento das relações sócio afetivas com as crianças por meio da inteiração, levando-as de fato a aprenderem de forma satisfatória, harmônica e cooperativa, já que as crianças veem no brincar uma forma de expressar seus sentimentos sem medo de errar, criando variadas formas de perceber a realidade que as cerca.


                 A IMPORTÂNCIA DA BRINQUEDOTECA NO CONTEXTO ESCOLAR

Brinquedotecas são espaços imprescindíveis dentro de um contexto escolar, visto que ela tornou-se uma oficina pedagógica utilizada no desenvolvimento cognitivo das crianças, pois o ato de brincar além de ser uma atividade prazerosa contribui por meio de estímulos o desenvolvimento motor, a capacidade de inteiração e aprendizagem das crianças, por meio da ludicidade, do faz de conta.
Porém é correto afirmar que em meados do século XII, na era medieval, o ato de brincar não era visto como uma atividade importante a ser realizada com as crianças, era como se a infância fosse uma fase desconhecida ou até mesmo ignorada, visto que as crianças naquela época eram interpretadas como adultos em miniaturas, sanando-as do direito como cidadãs, direitos esse que envolvem o brincar, o cuidar e educar, impondo-as muitas vezes ao exercício do trabalho e de responsabilidades adultas, das quais também sofriam por punições caso não as cumprissem.
Todavia é necessário compreender que as crianças não podem ser submetidas a certas exposições e fatores de risco, pois a infância é uma fase de muitas descobertas, nas quais nós como profissionais da educação devemos contribuir para que essa fase seja não somente respeitada, mas também compreendida como um alicerce de uma nova identidade que ali está se formando, das quais devemos zelar para que este alicerce seja formado de sentimentos positivos, de aprendizado significativo e duradouro, onde as crianças não levem de sua infância sofrimentos e frustrações, que possam vir a contribuir a se tronaram cidadãos marginalizados de baixo potencial “CRIANÇA NASCE INGÊNUA, PURA E INOCENTE; A SOCIEDADE É QUE A CORROMPE” (ROUSSEAU).
Sabe-se que a primeira brinquedoteca foi criada em meados de 1934 na cidade de Los Angeles, CUNHA (2001), onde um dono de uma loja de brinquedos resolveu ceder esse espaço ao empréstimo dos mesmos, para que assim fosse evitado que crianças que eram alunos de uma escola que ficava nas proximidades furtassem tal loja, e, com essa ação criou-se um serviço comunitário de empréstimos de brinquedos, mais conhecido como Toy Loan, que é utilizado até os dias atuais.
 A partir de então outros países aderiram a tal modalidade em benefício das crianças de sua regionalidade local, mas especificamente os europeus, como França, Inglaterra, Suécia e Bélgica. Um dos exemplos bem conhecidos se localiza na Suécia na cidade de Estocolmo, onde sua brinquedoteca que foi criada em 1963, sendo conhecida como Lekotec, onde seu principal objetivo era direcionar famílias que possuíam crianças com necessidades especiais, a espaços que contribuíssem com o desenvolvimento de aprendizagens e habilidades. Quatro anos após em 1.967 surgiram na Inglaterra as Toy Libraries, ou seja, eram bibliotecas que continham uma vasta diversidades de brinquedos, onde seu objetivo era poder emprestar as crianças brinquedos que poderiam serem levados para suas respectivas casas.
 Aqui no Brasil a primeira brinquedoteca surgiu no ano de 1.981 na escola Indianópolis em São Paulo, e já em 1.984 criou-se a ABB (Associação brasileira de brinquedotecas) que teve como principal objetivo ressaltar a importância do brinquedo e do ato de brincar para com o quadro evolutivo das crianças.
Porém, quando pensamos em brinquedoteca, não devemos apenas nos restringir a um espaço com diversidade de brinquedos, existem umas series de aspectos legais de uma brinquedoteca, tais como as leis de Lei nº 10.826, de 22 de Dezembro de 2003, que trata sobre armas de brinquedo; Lei nº 11.104, de 21 de março de 2005, sobre brinquedoteca hospitalar, bem como todo o preparo de um brinquedista. A Lei nº 10.826 de 22 de dezembro de 2003, trata sobre a comercialização de armas de brinquedos, visto que no Brasil, nunca foi impedido o comércio de armas de brinquedos, mas sim o comércio de réplicas das mesmas, que em seu artigo 26 determina:
“São vedadas a fabricação, a venda, a comercialização e a importação de brinquedos, réplicas e simulacros de armas de fogo, que com estas possam se confundir”.
Esta lei se enquadra nas brinquedotecas, visto que, se a mesma possuir armas de fogo de brinquedos a disposição da criança, seria como estar incentivando a violência, que não seria uma atitude responsável por parte da tal entidade, já que a infância é uma fase de formação de identidade.
A lei de nº11.104 de 21 de março de 2005, trata sobre as brinquedotecas hospitalares, que dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de Brinquedotecas nas unidades de saúde que ofereçam atendimento pediátrico em regime de internação, já que é de extrema importância que crianças que passam longos períodos internadas, possam ter acesso a brinquedotecas, já que brincar é um direito de toda criança.
Em relação aos brinquedistas, eles não devem ser apenas  profissionais que gostam de crianças, essa ideia vai mais além, pois eles necessitam de uma formação pedagógica que os capacitem nas escolhas e manuseio de brinquedos de acordo com a faixa etária de cada criança, que os estimulem, de maneira que cada criança possa interpretar a sua maneira um determinado objeto como fonte descoberta sem medo de errar, mas que também cada brinquedista possa intervir de maneira coerente sempre que for necessário “AO ADULTO CABE INTERVIR ATRAVÉS DE SUGESTÕES, PROPOSTAS, ESTÍMULOS E REFORÇOS” (SILVA 2001)
As formas de organizações de um brinquedoteca devem ser elaboradas de maneira que as crianças possam se sentir a vontade para circular de um canto para o outro entre os seus diversos espaços, onde podemos citar por exemplos: um canto onde se encontre instrumentos musicais, outro onde se encontre jogos de faz de conta, outro onde se encontre jogos de encaixe e até mesmos livros, o que faça com que as crianças possam exercitar seu poder de escolhas nas atividades a serem realizadas bem como as de seus parceiros. As formas de organizações das brinquedotecas também pode comportar espaços que possibilitem realizações de atividade simultâneas e diversificadas como ambientes para cantos temáticos, artes, jogos de raciocino, fazendo da junção desses cantos uma oficina pedagógica.
Assim como as brinquedotecas possuem diferentes formas de organizações, também possui diferentes formas de modalidades sendo elas: brinquedotecas pedagógicas, que são encontradas nas creches e escolas de educação infantil; as comunitárias que são encontradas em comunidades e bairros, que auxiliam na boa relação interpessoal da vizinhança, as terapêuticas, que auxiliam crianças que possuem necessidades especiais, muitas vezes com brinquedos adaptados, as hospitalares que amenizam o sofrimento das crianças internadas, as universitárias que servem para o auxílio dos estudantes nos estudos do comportamento infantil, as temporárias ou privadas, que atendem as crianças geralmente em shoppings centers e grandes lojas, as culturais que possuem objetivo principal incentivar a arte e literatura, as psicológicas que auxiliam crianças que possuem problemas comportamentais, as circulantes que atendem as crianças que moram em bairros de periferia, que dificilmente tem acesso a uma brinquedoteca, as mesmas se locomovem através de ônibus e camionetes, juntamente com o apoio da prefeitura local, e as brinquedotecas domésticas, que possuem uma diversidade de jogos e brinquedos, com a finalidade de proporcionar as crianças noções de organização e responsabilidade.
Para que cada brinquedoteca possa funcionar de maneira adequada, é necessário que ela possua regras de funcionamento, sendo elas: um responsável pelos brinquedos e materiais pedagógicos; locais para acomodação dos materiais utilizados nas brinquedotecas, sendo elas caixas ou empilhadeiras, e um local tranquilo e seguro para as crianças na realização de todas e quaisquer atividade, sempre na presença de um profissional responsável. Enquanto as regras na utilização pelas crianças, é indispensável que a brinquedoteca apresente horários flexíveis para que as crianças possam usufruí-la de maneira que não atrapalhe outras atividades que ela precisa realizar, como por exemplo a hora de se alimentar, a hora de sono, a hora da higienização etc... as crianças mais velhas podem contribuir para que o local possa ficar  sempre organizado, guardando os brinquedos de forma adequada, cuidando até mesmo da manutenção e higienização das mesmas, o que causa nelas uma noção de organização e responsabilidade.
A partir do momento que todas as formas de regulamentação, utilização do espaço físico, e dos materiais que são oferecidos e que compõem todo o espaço de uma brinquedoteca são utilizados de maneira correta, é possível afirmar que ela torna-se um espaço indispensável para a formação das crianças, pois ela tem como principal objetivo fazer com que seus usuários desenvolvam o aspecto cognitivo, afetivo, emocional e sociabilidade por meio do lúdico, onde as crianças se sentem a vontade para expressar seus sentimentos e suas descobertas sem medo de errar.
Conclui-se por tanto que brinquedotecas são imprescindíveis na formação das crianças, pois são delas o direito do brincar, de descobrir e de conhecer, e nesse ato tão puro e inocente, é que são formadas sólidas estruturas para a criação de adultos mais seguros e conscientes, capacitados a enfrentar qualquer tipo de problema em qualquer área de sua vida.

                                                                                                                       A.P.G. Costa