A
escola como instrumento da socialização
Em seu lar a criança experimenta o primeiro contato social de
sua vida, convivendo com sua família e seus entes queridos. As pessoas que
cuidam de tais crianças em suas casas, sendo eles seus filhos ou irmãos mais
novos, naturalmente possuem laços afetivos para com a mesma, o que faz do
adulto a primeira pessoa com a qual a criança começa a esboçar suas
particularidades e características especificas, não sendo diferente a imagem do
professor para tais crianças, pois o mesmo se compromete a realizar uma
transformação em seus alunos, que se dá por forma de agregar os conhecimentos
adquiridos no seu âmbito familiar e soma-los aos conhecimentos do âmbito
escola, sendo, portanto a família e o educador a base fundamental na formação
de caráter e personalidade de nossas crianças “NÃO SE PODE EDUCAR
SUFICIENTEMENTE SE OS PAIS E OS PROFESSORES SE DESCONHECEREM, SE A EDUCAÇÃO
ESTIVER ISOLADA DA EDUCAÇÃO FAMILIAR” (SUENENS).
Pudemos perceber por meio da realização de pesquisas e
estudos, mediante um contexto histórico da educação que a função do pedagogo
(que antes era uma função somente realizada por pessoas do sexo masculino, já
que a mulher não apresentava nenhuma participação na sociedade) era de “levar”
a criança ao conhecimento, ou seja, ser acompanhante de tal criança,
objetivando sua formação de caráter por meio de inserção de valores e
conceitos, bem como explorar as habilidades da criança por meio da música,
oratória, etc... Sendo desde os primórdios o pedagogo um mediador entre o saber
e a aprendizagem, tornando-se, portanto a parceria dos pais com educadores, uma
ação imprescindível na inserção da criança num determinado convívio social.
Como o primeiro grupo de pessoas que a criança tem contato ao
nascer é sua família, será com ela que irá demonstrar seus medos, suas
preferências e suas diferenças individuais, e assim como a criança, sua família
já possui sua formação em seus hábitos e regras, enfim, toda a base de vivência
desta instituição já está formada, sendo, portanto desse modo que a criança começará
a agir, se comportar, demonstrar seus interesses e interagir com o meio que o
cerca, dando início a um ciclo que dará origem a fonte imutável da identidade
da criança.
É durante o início da inteiração que a criança terá com seu
meio, que ela começa a desenvolver seu senso de percepção, distinguindo o que é
certo e o que é errado, o que se é perigoso ou não, o que pode ou o que não se
pode fazer, mediante retaliações de seus pais, superiores que devem aplicar uma
orientação adequada a seus filhos, já que se é preciso entender que a criança
necessita de certa liberdade para realizar algumas tarefas, pois será através
de tais tarefas que despertará na criança interesses até então desconhecidos,
que se findará no desabrochar de suas habilidades.
Passada esta fase em que a criança por si só não tem
condições de avaliar o que é pior, ou melhor, para ela mesma, é que ela
ingressa em uma nova instituição até então desconhecido por ela, o “ambiente
escolar” que será a forma onde a criança encontra um meio de relacionar toda a
bagagem que aprendeu com seus pais em seu ambiente familiar, aos conhecimentos
que agora serão adquiridos pelo mediador do conhecimento e aprendizagem, seu
primeiro educador.
A qualidade da educação infantil depende, cada vez
mais, da parceria entre a escola e a família. Abrir canais de comunicação,
respeitar e acolher os saberes dos pais e ajudar-se mutuamente. Eis algumas ações
em que as únicas beneficiadas são as nossas crianças pequenas. (CARRARO, 2006).
A partir de então a instituição de ensino, juntamente com
seus educadores, exercem o papel de inserção da criança na sociedade por meio
de reconstrução de conhecimentos, ou seja, agregar os valores que a criança
recebeu de seus pais como forma de construção de caráter a conhecimentos,
práticas, atitudes e formas de conduta a novas experiências sociais de sua
vida, anterior e paralela à escola, ou seja, a escola desempenha uma função
educativa e transformadora na criança, pois se inicia um longo percurso de
preparação para o bom convívio social, onde todo o egocentrismo começa a dar
espaço ao coleguismo, a boa vivência, que serão adquiridos por meios de
práticas, trabalhos e brincadeiras em grupo, onde as mesmas aprenderão a
conviver umas com as outras, compartilhando seus brinquedos, experiências,
pensamentos e ideias, aprendizados iniciais que servirá de base para a formação
de um cidadão que saberá atuar de uma forma harmônica dentro da sociedade.
Conhecimentos socioculturais também são adquiridos no âmbito
escolar, onde as crianças descobrem e aprendem a respeitar culturas
diversificadas, etnias, mitos e costumes de um determinado grupo de pessoas que
até então são desconhecidos, atividades realizadas em sala de aula que são à
base da formação de um futuro cidadão critico, conhecedor de direitos e
deveres, que saberá lidar com futuras diversidades que poderá encontrar em
todas as suas relações, sejam elas de aspecto escolar, amigável, trabalhista ou
familiar.
Concluindo, portanto, a escola desempenha um papel insubstituível
na vida dos educandos, pois além de propiciar conhecimentos técnicos
científicos, ela atua diretamente na construção do homem civilizado que
respeita as diferenças, lida com as diversidades, agrega conhecimentos,
formando cidadãos flexíveis em suas tomadas de decisões e principalmente alguém
que saberá discernir o certo do errado, optando sempre pelas melhores escolhas
que serão beneficentes a toda sociedade que o cerca.
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