quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Curriculum oculto e cotidiano escolar

Para tornar-se um orientador educacional, é preciso ter um grande comprometimento com a sociedade, pois a função deste profissional é de preparar seus alunos para o bom convívio em sociedade, favorecendo assim uma postura adequada com visão ética no meio em que convive.
Porém na grande maioria das vezes isso não se torna uma tarefa fácil de ser executada, pois ao se adentrar em uma sala de aula, nota-se que não existe um grupo de alunos, mas sim alunos específicos, cada quais com sua características e particularidades, visões, opiniões e cotidianos diferentes, porém compartilhando de um mesmo espaço escolar: a sala de aula.
Inúmeras vezes dentro da sala de aula, surgem situações que não são oficializadas, documentadas em papel, mas que não deixam de ser notórias ou importantes, pois essas situações acabam influenciando o desenvolvimento e aprendizagem do aluno, onde entra em ação o curriculum escolar oculto.
Podemos afirmar que curriculum oculto são as  influências que comprometem o desenvolvimento do aluno e afetam o trabalho dos professores, sendo portanto o resultado de tudo que os alunos aprendem me meio a várias práticas, sejam de comportamentos, gestos, atitudes, percepções, que vigoram no meio social e escolar.
Esse tipo de situação acaba influenciando negativamente todo o plano de aula criado pelos professores, pois apesar de não serem atos oficiais, é preciso que ocorra acontecimentos desta natureza, para que o curriculum oculto seja colocado em questão.
Porém a maneira mais eficaz de solucionar problemas que ocorrem no cotidiano escolar, é a formação e visão que os professores possuem sobre essas adversidades, pois não basta apenas fingir não enxergar o que acontece em sala de aula, é preciso manter uma postura ética com novas metodologias de ensino, para que realmente aconteça uma mudança satisfatória e totalmente inclusiva em sala de aula.
Algumas atitudes podem e devem ser tomadas pelo professor em sala de aula para uma melhora significativa, exemplos:

a) Não compreender o grupo de alunos como um todo, mas cada suas com suas especificidades, para então poder dar o apoio necessário a todos de uma maneira igualitária e inclusiva.


b)Problematizar todas as situações de convívio que aconteçam em sala de aula, sendo alguns: preconceitos, violências, uso do espaço escolar coletivo, diferentes percepções, etc.


c) Estar atento as necessidades de alunos com necessidades educativas especiais, garantindo assim uma socialização e aprendizagem igualitária e coletiva.


d) Compartilhar com demais colegas de trabalho as observações do cotidiano escolar, afim de  estudar os problemas e buscar para eles solução.


*Lembrem-se, tudo que ensinamos hoje para nossas crianças, elas levarão para o resto de suas vidas, vamos então nos empenhar para ensinar para elas o que há de mais belo e construtivo nesse mundo, para que lá na frente elas possam se orgulhar de um dia ter sido nosso alunos... e nós de um dia ter sido seus mestres!*

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